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Uma banda pode chamar a atenção da mídia pela qualidade de suas músicas ou por outros fatores que a tornem interessante aos olhos do público. E o Silverchair é uma banda recheada de outros fatores: a precocidade de seus integrantes, a suposta beleza do vocalista e a suposta semelhança com a voz de Eddie Vedder são alguns desses fatores que alçaram o Silverchair às paradas de sucesso. O problema é a outra face da moeda, que deveria ser a principal que é a qualidade musical. A banda se julga moderna fazendo um tipo de música que nem os próprios integrantes do movimento grunge fazem mais. Mesmo as bandas que já se acabaram como o Soundgarden, buscavam e buscam inovação e atualidade, e o Silverchair continua copiando e imitando estas bandas sem tentar nada de novo. Se o fizesse com competências até poderia ser o caso de creditar-lhes algum mérito, mas não é isso efetivamente que acontece. A fúria e a agressividade soam falsas e não convencem ninguém que tenha um mínimo de noção do que representou a cena grunge. Rock’n'roll desfibrado para desinformados, talvez essa seja a melhor definição para o som do Silverchair.

Se hoje em dia as bandas têm como ídolos e influências bandas como Nirvana, Soundgarden, Alice in chains, Pearl Jam e etc., o Mudhoney foi uma das principais influências para essas maravilhosas bandas. Por isso o Mudhoney resume o grunge. Muito barulho, sujeira e principalmente muita agressividade e criatividade são as qualidades dessa magnífica banda. Sem pose de estrelas e sem o devido reconhecimento o Mudhoney mostra que a atenção e idolatria da mídia não são garantias de qualidade. Também nos faz chegar a conclusão que se não formos ousados e não buscarmos conhecer outras coisas que a mídia não leva até nós seremos para sempre dela reféns e deixaremos de ter acesso a muitíssimas coisas muito interessantes.
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