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O Live é uma banda muito engraçada. Você ouve a música de trabalho deles, acha meio interessante e se arrisca a comprar o CD. E o resultado é decepção. Decepção pela letra da música de trabalho ser horrorosa assim como o resto das letras e o resto das músicas. Eles até acertam uma vez ou outra mas a impressão que fica é a de que a banda é medíocre e só consegue algo positivo muito raramente, num incrível momento de lucidez e sorte. Viagens ecológicas e dilemas confusos são assuntos frequentes no mundo do Live. Tirando as raras exceções, as melodias são tortas e parecem tentar soar como as melodias das bandas originais do cenário grunge. Acontece que competência não é o forte da banda e nem imitando algo já feito o Live se dá bem. A sorte deles é que os raros momentos de lucidez são suficientes para mantê-los sob os holofotes da mídia, o que é lamentável, levando-se em conta que existem bandas com trabalhos muito mais sólidos e homogêneos dos que os do Live.

Banda que já foi acusada de copiar descaradamente expoentes como Nirvana e Pearl Jam, o Stone Temple Pilots provou que tem, na realidade, muita competência e capacidade criativa. Se no começo da carreira exibia crueza e voluntariedade, a banda foi passando por um processo de lapidação que transformou um diamante bruto, mas de altíssimo potencial, em uma belíssima jóia. Mas desde o início o Stone Temple Pilots exibia criatividade que manteve-se e mantém-se até hoje. Com um som de bases muito sólidas e letras bacanas a banda conquistou uma variedade enorme de fãs, desde os fãs de primeira hora do grunge e passando por metaleiros e admiradores de música mais pop. É muito difícil destacar algo em especial na banda, pois guitarras, bateria e baixo formam uma harmonia perfeita de rimos empolgantes ao lado do vocal muito carismático de Scott Weilland. Vida longa ao Stone Temple Pilots.
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