\n'; document.write(barra); } } changePage();

Talvez Lenny Kravitz seja o artista que mais busque (e não encontre a perfeição). É impressionante como ele tenta e finge convencer como guitarrista competente e músico criativo. O problema é que ele não consegue ser uma coisa nem outra e no fim das contas só consegue nos apresentar toneladas de chatice, tédio. Na busca de influências de Jimi Hendrix e Jimmy Page, Lenny tenta enriquecê-las com uma pitada de soul, funk. O resultado é desastroso, nada mais que melodiazinhas animadinhas e nada empolgantes. Mas tudo pode ser pior, e o guitarrista se julga no direito de dar lição de moral a outros artistas, dar sermões sobre drogas e entidades divinas, além de auto-adoração agudíssima. Ele devia é ser apresentado ao seu “clone” brasileiro, o “magnífico” Carlinhos Brown.

Neil Young não é um artista fácil de elogiar, afinal de contas o cara é o autor de algumas das mais incríveis músicas de todos os tempos. O rockeiro tira da cabeça riffs fantásticos, melodias belíssimas e letras perfeitas, tudo na maior simplicidade. Executar obras-primas é com ele mesmo e parece que com o passar do tempo ele fica cada vez melhor. A energia do “véio” é impressionante, Neil mantém a agressividade e a empolgação necessárias para compor e tocar sua guitarra divinamente bem. Neil influencia e é referência para muitos artistas, inclusive de estilos bem diferentes, como o Pearl Jam, que faz de tudo para tentar chegar a seu nível de excelência, e o Pizzicato Five, que aproveita samples de melodias suingadas do rockeiro.
VOLTAR