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Ao contrário de seu contemporâneo mais famoso, o Offspring, que efetivamente tornou-se uma banda respeitável, o Green Day continua apoiado na mesma fórmula que primeiramente fez-lhe conhecido. Um punk-pop “bubble gum” que se tem algo de punk, isso deve-se ao visual da banda e à pequena duração de suas músicas e discos. O som da banda na verdade é um fraco e insosso misturado de guitarrinhas inofensivas aliadas a letras pseudo-rebeldes, também inofensivas. Parece que nem os próprios integrantes da banda se levam a sério, a julgar pelas bobagens e besteiras que dizem e pela postura no palco. Devem na realidade ter consci6encia de que seus fãs são adolescentes e pré-adolescentes em busca de um meio de extravasar um pouco de energia. A única utilidade a que se presta o Green Day é distorcer o significado da palavra “punk”, que em dias não muito distantes queria dizer rebeldia e contestação em busca da liberdade total.
Aclamadíssima banda considerada por muitos com toda justiça como uma das melhores, senão a melhor, de todos os tempos o Clash mostrou ao mundo como fazer música de primeiríssima qualidade combinada com temas algumas vezes sérios, outras vezes desencanados, outras românticos, mas sempre de qualidade, sem cair na pieguice ou panfletarismo barato. Suas composições soam deliciosamente atuais e influenciam quem melhor faz música nos dias de hoje. “Should I Stay or Should I Go?” é uma das músicas mais tocadas de todos os tempos e é apenas uma pontinha do iceberg que é a obra completa desta maravilhosa banda. Os discos do Clash são igualmente brilhantes e suas performances ao vivo, também devidamente documentadas em disco, fazem parte da história da música. Incontestavelmente brilhante, o Clash merecia ser conhecido por todos, para que uma melhor avaliação sobre o que realmente é bom, pudesse ser feita.
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