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Esta banda é um dos casos mais claros da ode ao mau gosto que existe nos dias de hoje. Dolores O’Riordan e companhia atiram para todos os lados tentando, e várias vezes conseguindo, agradar a gregos e troianos. Isto prova a falta de opinião própria e a rendição às vontades da mídia por parte de grande número de pessoas. A suposta bela voz de Dolores só pode ser comparada à voz da tal de Érica, vocalista de uma das piores bandas do mundo, a Penélope. Voz forçada, excessivamente entediante, e que chega a provocar mal-estar em pessoas com ouvidos devidamente bem tratados. Na busca de público alvo tão diametralmente opostos encontramos de tudo: rockzinhos pseudo-pesados para agradar a curtidores de heavy-metal, baladas pseudo-bacanas para tocar nas rádios FM’s preferidas da galera ou canções pseudo-profundas e delicadas para tocar em rádios de “música contemporânea” (o que é isso?) em consultórios de dentistas. Enfim, a música do Cranberries é o perfeito exemplo de música desfibrada para massas.

Polêmica, animação, sinceridade e competência criativa são apenas algumas das características da brilhante banda liderada por Courtney Love. Unindo fúria e graça o Hole fornece a quem se dispõe abundantes doses de rock’n’roll puro e perfeito. Sendo magistralmente barulhento em alguns casos, deliciosamente pop em outros, e singelamente delicado quando preciso, a banda nunca perde o bom gosto e a ousadia, seja qual for a ocasião. Peso e melodia vão caminhando de mãos dadas enquanto Courtney vai despejando suas letras recheadas de delírios, amores, tristezas, alegrias. O maior reconhecimento da qualidade da banda veio com o lançamento do excepcional disco “Celebrity Skin”, seguramente um dos discos mais inspirados da história do rock'n'roll. Apesar disso a bela carreira musical do Hole já vinha dando mostras de sua solidez desde o início. Mas antes tarde do que nunca e o Hole merece e provou ser digno, de todos os elogios que recebe.
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